À medida que os países avançam na adoção de AI, é hora de acelerar esforços coletivos para liberar seus benefícios!
A adoção da Inteligência Artificial (AI) avança de forma consistente em diversos países, transformando tanto o setor público quanto o privado.
No entanto, à medida que as capacidades técnicas evoluem, torna-se cada vez mais evidente que a tecnologia, por si só, não é suficiente para gerar impacto econômico e social em larga escala. Para liberar plenamente os benefícios da AI, é necessário acelerar esforços coletivos envolvendo governos, empresas e ecossistemas de inovação.
De acordo com o Global AI Agents Readiness Index, da Salesforce, os agentes de AI (sistemas capazes de planejar, raciocinar e executar tarefas de ponta a ponta de forma autônoma) representam a próxima onda de transformação. O estudo aponta que o uso desses agentes pode crescer 327% nas empresas em dois anos, com potencial médio de aumento de produtividade de até 30%. Esses números reforçam que o desafio atual não é mais provar o valor da AI, mas viabilizar sua adoção prática, segura e escalável. Saiba mais:
Agentes de AI como catalisadores no setor público
Os serviços públicos lidam diariamente com demandas de alto volume, processos repetitivos e fluxos administrativos complexos. Esse contexto torna o setor público um campo natural para a adoção de agentes de AI, capazes de aumentar a eficiência operacional, reduzir gargalos e melhorar a experiência de cidadãos, empresas e organizações.
Em economias com maior maturidade digital, governos já utilizam agentes de AI em atividades como concessão de licenças, análise de benefícios sociais e atendimento automatizado.
Em países que ainda estão em estágios intermediários de digitalização, investimentos direcionados em integração de dados, modernização de sistemas e capacitação de servidores públicos podem gerar ganhos relevantes no curto e médio prazo. Além disso, a aplicação responsável da AI no setor público contribui diretamente para fortalecer a confiança social na tecnologia, um fator essencial para sua adoção mais ampla.
Para as revendas, esse movimento sinaliza oportunidades claras de atuação em projetos que exigem integração, suporte, governança e evolução contínua das soluções.
Afinal, apesar do potencial, muitas organizações (públicas e privadas) ainda adotam agentes de AI com cautela. A incerteza regulatória, aliada a riscos legais e operacionais, segue como um fator de desaceleração. Nesse cenário, marcos de governança claros, interoperáveis e alinhados a diferentes perfis de risco tornam-se fundamentais para destravar a adoção.
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Preparação da força de trabalho: um dos maiores desafios
O relatório anterior também destaca que a preparação da força de trabalho é uma das dimensões mais frágeis globalmente. A maioria dos países ainda carece de infraestrutura de habilidades para sustentar a adoção ampla de agentes de AI em escala.
O sucesso da AI não depende apenas da tecnologia disponível, mas da capacidade das pessoas de projetar, supervisionar e colaborar com sistemas inteligentes. Isso exige iniciativas conjuntas entre governos, empresas e instituições acadêmicas para reduzir a lacuna de talentos, criar programas de requalificação e preparar profissionais técnicos e não técnicos para novos fluxos de trabalho híbridos entre humanos e AI.
Nesse ponto, revendas e parceiros tecnológicos assumem um papel estratégico, apoiando clientes não apenas na implementação, mas também na capacitação, na definição de casos de uso e na adaptação dos processos de negócio.
Democratizar o acesso à AI para pequenas e médias empresas
As pequenas e médias empresas (PMEs) têm muito a ganhar com a AI, mas ainda enfrentam barreiras como custo, falta de conhecimento e desafios de integração. De acordo com o estudo, 75% das PMEs globalmente já investem em AI, e 90% das que adotaram relatam maior eficiência operacional.
Apesar disso, a adoção ainda é desigual, especialmente entre empresas com recursos técnicos e financeiros mais limitados. Facilitar o acesso à AI passa por incentivos, modelos mais flexíveis de consumo, orientação prática e suporte especializado — um espaço natural para a atuação das revendas, que podem traduzir tecnologia em valor de negócio de forma acessível e contextualizada.
Conclusão
Em conclusão, a adoção de agentes de AI está apenas começando, mas seu potencial de transformação já é evidente. Para manter o ritmo e desbloquear todos os seus benefícios, governos e ecossistemas de tecnologia precisam ir além da conformidade regulatória e investir de forma coordenada em inovação, qualificação profissional, confiança institucional e cooperação entre setores.
Em meio a esse contexto, revendas e profissionais de TI ocupam uma posição estratégica, conectando tecnologia, pessoas e processos. Mais do que fornecer soluções, o desafio está em apoiar a adoção responsável, escalável e orientada a resultados.
Sua revenda está preparada para ajudar clientes a transformar o potencial dos agentes de AI em ganhos reais de produtividade, eficiência e competitividade?



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