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Personificação digital: o novo risco nos ciberataques corporativos

Personificação digital: o novo risco nos ciberataques corporativos
8:20

Ataques de personificação estão entre os ciberataques mais eficazes atualmente. Entenda como funcionam e por que organizações precisam reforçar sua defesa.

 

Ataques de personificação estão entre os ciberataques mais sofisticados utilizados atualmente por criminosos digitais. Nesse tipo de fraude, o atacante se passa por uma pessoa ou organização legítima para convencer a vítima a compartilhar informações confidenciais, realizar transferências financeiras ou fornecer acesso a sistemas corporativos. 

Essas ações geralmente exploram técnicas de engenharia social e, cada vez mais, recursos de inteligência artificial (IA) para tornar as comunicações mais convincentes. 

De acordo com dados analisados por plataformas de segurança, executivos e líderes corporativos recebem, em média, uma tentativa de falsificação de identidade a cada poucos milhares de e-mails, o que demonstra a recorrência desse tipo de ameaça em ambientes corporativos. 

 

Como funciona um ataque de personificação 

Um ataque de personificação é, essencialmente, uma forma de phishing direcionado. Em vez de enviar mensagens genéricas para milhares de pessoas, os criminosos escolhem alvos específicos dentro de uma organização. 

Para isso, utilizam informações públicas disponíveis na internet, estratégia conhecida como Open Source Intelligence (OSINT). Com esses dados, conseguem reproduzir comunicações aparentemente legítimas. 

O objetivo do ataque normalmente envolve: 

▪️Roubo de credenciais corporativas 

▪️Transferências financeiras fraudulentas 

▪️Acesso não autorizado a sistemas internos 

▪️Coleta de dados sensíveis 


Um exemplo clássico ocorre quando um criminoso envia um e-mail fingindo ser um executivo da empresa e solicita uma transferência urgente para um fornecedor. Esse tipo de fraude é conhecido como comprometimento de e-mail corporativo, amplamente documentado por organizações de segurança digital. 

 

Tipos mais comuns de ataques de personificação 

Existem diversas formas de executar esse tipo de fraude. A seguir estão algumas das abordagens mais frequentes utilizadas em ambientes corporativos. 

Ataques de personificação por e-mail 

Essa é a forma mais comum de ataque.O criminoso cria um e-mail falso ou compromete uma conta legítima e envia mensagens que parecem vir de um colega de trabalho, gestor ou executivo da empresa. 

Esses e-mails geralmente incluem: 

▪️Links maliciosos 

▪️Anexos infectados 

▪️Solicitações de dados confidenciais 

▪️Pedidos urgentes de pagamento 

Entre as variações desse método estão: 

▪️Comprometimento de e-mail corporativo (Business Email Compromise – BEC) 

▪️Fraude do CEO 

▪️Whaling, quando o alvo são executivos de alto nível 

Segundo análises de segurança, esses ataques são altamente direcionados e costumam contornar filtros tradicionais de spam. 

Domínio semelhante ou “domínio primo” 

Outra técnica comum envolve a criação de domínios muito parecidos com o domínio legítimo de uma empresa. Por exemplo, um criminoso pode registrar um domínio quase idêntico ao original, alterando apenas uma letra ou utilizando outra extensão. 

Esses domínios falsos são utilizados para: 

▪️Enviar e-mails fraudulentos 

▪️Criar páginas falsas de login 

▪️Simular portais corporativos 


Como o design e o conteúdo podem ser copiados do site original, a fraude pode passar despercebida por usuários menos atentos. 

Falsificação de cabeçalhos de e-mail 

Nesse tipo de ataque, o criminoso manipula os campos de remetente de um e-mail para que a mensagem pareça ter sido enviada por uma fonte confiável. 

Mesmo que o endereço real seja diferente, o nome exibido no campo “De” pode corresponder ao de um colega ou gestor. 

Essa técnica permite contornar alguns filtros automáticos e aumentar a credibilidade da mensagem. 

Apropriação de contas (Account Takeover) 

A apropriação de contas ocorre quando um criminoso obtém credenciais legítimas de um usuário. 

Essas credenciais podem ser obtidas por meio de: 

▪️Vazamentos de dados 

▪️Ataques de força bruta 

▪️Compra de informações na dark web 
 

Uma vez dentro da conta, o cibercriminoso pode enviar mensagens fraudulentas para outros colaboradores ou parceiros comerciais, aumentando a probabilidade de sucesso do ataque. 

Ataques Man-in-the-Middle (MITM) 

Em ataques do tipo Man-in-the-Middle (MITM), o criminoso intercepta comunicações entre duas partes. Isso pode ocorrer em redes Wi-Fi públicas ou conexões comprometidas. O atacante consegue: 

▪️Interceptar dados transmitidos 

▪️Alterar mensagens 

▪️Capturar credenciais e informações sensíveis 


Como a comunicação aparenta ser legítima, esse tipo de ataque pode ser difícil de detectar sem monitoramento de rede adequado. 

Smishing e vishing 

Os ataques de personificação também podem ocorrer fora do e-mail. 

Entre as variações mais comuns estão: 

▪️Smishing: phishing realizado por mensagens SMS 

▪️Vishing: fraude realizada por chamadas telefônicas 


Nesses casos, o criminoso se passa por uma instituição financeira, órgão governamental ou fornecedor para convencer a vítima a fornecer dados ou acessar links maliciosos. 

 

Como detectar um ataque de personificação 

Embora os ataques estejam cada vez mais sofisticados, alguns sinais podem indicar tentativas de fraude. Entre os principais indicadores estão: 

▪️Solicitações incomuns de dados sensíveis 

▪️Mensagens que exigem ação imediata 

▪️Endereços de e-mail com pequenas alterações no domínio 

▪️Links suspeitos ou encurtados 

▪️Pedidos inesperados de transferência financeira 


Em ambientes corporativos, qualquer solicitação fora do padrão deve ser verificada por outro canal de comunicação antes de ser executada. 

 

Como prevenir ataques de personificação 

A prevenção envolve uma combinação de tecnologia, processos e treinamento. Entre as práticas recomendadas estão: 

Treinamento de conscientização em segurança 

Programas de educação em cibersegurança ajudam funcionários a reconhecer tentativas de fraude. 

Esse treinamento deve incluir: 

▪️Identificação de phishing 

▪️Boas práticas de navegação 

▪️Criação de senhas seguras 

▪️Procedimentos de verificação de solicitações financeiras 

 

Implementação de autenticação de e-mail 

Protocolos de autenticação ajudam a reduzir tentativas de falsificação de e-mail. 

Entre os principais estão: 

▪️DomainKeys Identified Mail (DKIM): método de autenticação de e-mail que adiciona uma assinatura digital criptografada às mensagens de saída.  

▪️Sender Policy Framework (SPF): protocolo de autenticação de e-mail que ajuda a proteger contra falsificações e ataques de phishing.  

▪️Domain-based Message Authentication, Reporting and Conformance (DMARC): protocolo de segurança que utiliza DKIM e SPF para autenticar e-mails.  


Essas tecnologias verificam a legitimidade do domínio remetente e ajudam a bloquear mensagens fraudulentas. 

 

Uso de autenticação multifator 

A autenticação multifator reduz significativamente o risco de apropriação de contas. Mesmo que uma senha seja comprometida, o invasor ainda precisaria de um segundo fator de autenticação para acessar o sistema. 

 

Monitoramento de segurança e uso de inteligência artificial 

Soluções modernas de segurança utilizam inteligência artificial para analisar padrões de comportamento e identificar mensagens suspeitas. 

Essas ferramentas conseguem detectar inconsistências no conteúdo, no remetente e no contexto da comunicação antes que a mensagem chegue ao usuário. 

 

Conclusão 

Ataques de personificação representam uma das ameaças mais eficazes no cenário atual de cibersegurança. Ao explorar engenharia social e identidade digital, criminosos conseguem enganar usuários e acessar dados críticos das organizações. 

A combinação de conscientização dos colaboradores, políticas de verificação interna e ferramentas de segurança avançadas é fundamental para reduzir esse risco. 

Para empresas e equipes de TI, compreender como esses ataques funcionam é um passo essencial para fortalecer a postura de segurança e proteger operações digitais. 

 

 

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