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Maturidade em nuvem: o que trava as empresas brasileiras?

Maturidade em nuvem: o que trava as empresas brasileiras?
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A maturidade em cloud no Brasil avança menos rápido do que a adoção, e os motivos vão muito além da infraestrutura. Saiba mais!

 

A cloud se tornou um dos pilares da transformação digital no Brasil, impulsionando agilidade, escalabilidade e novos modelos de negócio. Quase todas as empresas já utilizam algum serviço em nuvem, seja para armazenamento, aplicações corporativas, analytics ou ambientes híbridos. Porém, quando o assunto é maturidade, o cenário é bem diferente.  

Embora a adoção seja alta, alcançar operação otimizada, governança sólida e uso estratégico continua sendo um desafio para grande parte das organizações brasileiras. 

O avanço existe, mas a maturidade não acompanha o ritmo. A seguir, analisamos os principais fatores que explicam esse gap e por que evoluir em cloud exige mais do que simplesmente migrar workloads. 

 


Adoção rápida, maturidade lenta 

Nos últimos anos, empresas brasileiras aceleraram a ida para a nuvem, muitas vezes motivadas pela necessidade de reduzir custos, modernizar sistemas ou viabilizar trabalho remoto. No entanto, migrar não significa operar com eficiência. 

A maturidade depende de: 

▪️Gestão consistente de custos; 

▪️Arquitetura bem planejada; 

▪️Segurança integrada; 

▪️Automação; 

▪️Cultura digital; 

▪️Monitoramento contínuo; 

▪️Habilidades técnicas especializadas. 

Sem esses elementos, a cloud deixa de ser vantagem competitiva e passa a ser apenas um ambiente adicional para gerenciar. 

 


O peso dos legados ainda é significativo 

Grande parte das empresas brasileiras opera com sistemas legados que foram construídos há anos (alguns há décadas). Esses sistemas não foram projetados para a nuvem e, muitas vezes, não conseguem ser simplesmente migrados. 

Isso gera desafios como: 

▪️Dependência de tecnologias antigas; 

▪️Alto custo de modernização; 

▪️Incompatibilidade com arquiteturas cloud-native; 

▪️Processos rígidos e pouco escaláveis. 

A migração acaba sendo parcial ou limitada, o que compromete a maturidade e mantém a organização entre dois mundos. 

Leia também: 6 tendências que marcarão o futuro da nuvem 

 


Falta de governança e controle de custos 

A cloud exige um modelo de governança diferente da infraestrutura tradicional. No ambiente em nuvem, tudo escala rápido, inclusive os gastos. 

É comum encontrar empresas que sofrem com: 

▪️Serviços ociosos; 

▪️Camadas de segurança mal configuradas; 

▪️Múltiplas contas e provedores; 

▪️Falta de visibilidade do consumo real; 

▪️Aumento inesperado de custos. 

Sem governança adequada, a operação se torna imprevisível e a nuvem deixa de entregar os benefícios prometidos. 

 


Escassez de profissionais especializados 

Outro ponto crítico é a falta de mão de obra com competências avançadas em cloud. O Brasil possui um déficit significativo de profissionais capazes de: 

▪️Arquitetar soluções escaláveis; 

▪️Implementar modelos cloud-native; 

▪️Otimizar custos; 

▪️Aplicar segurança específica para nuvem; 

▪️Conduzir migrações complexas. 

A consequência é a dependência de consultorias externas e a dificuldade de criar um ambiente cloud sustentável e evolutivo. 

 


Cultura organizacional ainda em transição 

Cloud não é apenas tecnologia, é mudança organizacional. Empresas que não adaptam processos, modelos de decisão e cultura interna têm dificuldade em avançar. 

Fatores que prejudicam a maturidade incluem: 

▪️Resistência à mudança; 

▪️Baixa compreensão do valor da cloud; 

▪️Falta de patrocínio executivo; 

▪️A TI ainda é vista como área operacional e não estratégica. 

A maturidade só avança quando a cloud passa a fazer parte da estratégia de negócio, e não apenas da infraestrutura. 

 


Segurança e conformidade ainda são desafios críticos 

Ambientes em nuvem exigem controles específicos de segurança, modelos zero trust, políticas de acesso, monitoramento contínuo e boas práticas de governança de dados. Muitas empresas avançam na adoção, mas não acompanham essas camadas de proteção. 

Isso cria riscos, vulnerabilidades e limitações operacionais que impedem o avanço para ambientes mais complexos, como multicloud e cloud híbrida com automação avançada. 

 


Conclusão 

A cloud já é realidade no Brasil, mas a maturidade ainda caminha em ritmo mais lento. A adoção cresce rápido; a evolução, nem tanto. Superar esse desafio exige mais do que migrar sistemas: demanda governança, cultura, especialização e visão estratégica. 

Diante desse cenário, uma reflexão importante surge: qual é o próximo passo para que sua organização avance de uma adoção básica para uma operação verdadeiramente madura em cloud? 

 

 

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