BLOG TD SYNNEX

O blog dos negócios de TI.

Cibersegurança em risco: por que as deepfakes estão aumentando?

Cibersegurança em risco: por que as deepfakes estão aumentando?
4:28

Cada vez mais, as deepfakes estão deixando de ser apenas um experimento tecnológico para se tornarem uma ameaça concreta à segurança digital. Saiba mais!

O termo deepfake, que combina “deep learning” (aprendizado profundo) e “fake” (falso), descreve conteúdos falsificados gerados por inteligência artificial (AI), capazes de replicar com alta precisão a aparência ou voz de uma pessoa. Segundo dados divulgados pela TI Inside, essa prática criminosa está em ascensão no Brasil, impulsionada por avanços em redes generativas adversariais (GANs) e pela popularização de ferramentas de AI acessíveis.

Para o setor de TI, especialmente em segurança da informação, o desafio é duplo: lidar com a velocidade da evolução tecnológica e criar soluções que detectem e bloqueiem conteúdos falsos antes que causem danos. Continue acompanhando:

A evolução das deepfakes

As primeiras deepfakes eram relativamente fáceis de identificar, com falhas visuais, artefatos e movimentos pouco naturais. Hoje, os modelos de AI conseguem produzir vídeos, áudios e imagens quase indistinguíveis da realidade. Isso abre espaço para usos legítimos, como no cinema e em jogos, mas também para aplicações maliciosas:

● Fraudes financeiras: abertura de contas, validações de identidade e autorizações de transações.

● Ameaças corporativas: imitação de executivos para golpes de engenharia social.

● Manipulação de opinião pública: criação de declarações falsas atribuídas a figuras públicas.

O custo de produção também caiu. Antes, era preciso hardware caro e conhecimento técnico avançado. Hoje, softwares e aplicativos online permitem criar deepfakes em minutos, com investimento mínimo ou nenhum.

Leia também:

● Deepfake e manipulação digital: tudo o que você precisa saber

● 4 golpes de deepfake que ameaçam empresas e indivíduos

Crescimento alarmante no Brasil

Segundo levantamentos, o Brasil registrou um aumento de 700% nos casos de fraude com deepfakes no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Entre os fatores que explicam essa alta estão:

1. Falta de conscientização e treinamento nas empresas.

2. Carência de soluções de detecção integradas às plataformas de autenticação.

3. Popularização de tecnologias generativas sem barreiras significativas de uso.

Além disso, a pesquisa mostra que o índice de deepfakes no Brasil é cinco vezes maior que nos Estados Unidos, evidenciando uma vulnerabilidade no ecossistema digital nacional.

Por que identificar deepfakes é tão difícil?

Um estudo da iProov (divulgado pelo InforChannel) revelou que apenas 0,1% das pessoas conseguiu identificar todas as deepfakes em um teste com conteúdos manipulados. Isso acontece porque:

● A qualidade visual e sonora das deepfakes mais recentes é extremamente alta.

● O cérebro humano tende a confiar em sinais visuais e auditivos familiares.

● Golpes bem elaborados exploram contextos plausíveis, dificultando a suspeita.

Mesmo especialistas em segurança podem ser enganados quando não utilizam ferramentas específicas de análise.

Como combater as deepfakes?

Para mitigar o risco, profissionais de TI devem adotar uma abordagem integrada:

● Ferramentas de detecção de deepfakes: baseadas em AI, identificam padrões sutis que denunciam falsificações.

● Biometria com ‘liveness detection’: garante que a captura de imagem ou voz seja de um ser humano presente em tempo real.

● Educação corporativa: treinamentos regulares para equipes de atendimento, segurança e gestão.

● Monitoramento contínuo: análise de tráfego, comunicações e mídias para identificar tentativas de fraude.

● Colaboração setorial: troca de informações entre empresas, órgãos reguladores e provedores de tecnologia.

Conclusão

Como você pôde notar, o crescimento das deepfakes não mostra sinais de desaceleração. Pelo contrário, a tendência é que se tornem cada vez mais sofisticadas e acessíveis. Para profissionais de TI, a palavra de ordem é antecipação: investir em tecnologias de detecção, revisar processos internos e conscientizar usuários.

Sua empresa já está preparada para detectar e bloquear conteúdos falsos criados por AI? Deixe seu comentário abaixo e aproveite também para conferir outros artigos sobre cibersegurança por aqui.

Ransomware - como proteger seus clientes
RANSOMWARE: COMO PROTEGER A EMPRESA DE SEUS CLIENTES

Escreva seu comentário

Posts relacionados

IA na cibersegurança: como transformar risco em produtividade para times de segurança

Entre a promessa de eficiência e o risco de novas superfícies de ataque, a maturidade de uso define quem realmente ganha produtividade com inteligência artificial na segurança corporativa.

Segurança de dados: por que ela virou o principal fator de decisão de compra no Brasil

Dado recente da TransUnion mostra que proteger informações pessoais já pesa mais na decisão do consumidor brasileiro do que qualidade de produto ou experiência digital.

Como o Deepfake-as-a-Service está ampliando a fraude digital

Criar um deepfake já não exige conhecimento técnico avançado. O modelo Deepfake-as-a-Service está tornando esse tipo de fraude cada vez mais acessível.