Dado recente da TransUnion mostra que proteger informações pessoais já pesa mais na decisão do consumidor brasileiro do que qualidade de produto ou experiência digital.
Durante anos, empresas brasileiras competiram principalmente por preço, qualidade e experiência do usuário. Esses fatores continuam relevantes, mas deixaram de ser o principal argumento de escolha para uma parcela crescente de consumidores.
Resumo
A atualização do 1º semestre de 2026 do Relatório de Principais Tendências de Fraude da TransUnion aponta que 52% dos brasileiros consideram a proteção de dados o principal critério ao escolher empresas para transações digitais, superando qualidade e experiência digital.
1. Segurança de dados: de requisito técnico a critério de compra
Até pouco tempo, a segurança de dados era tratada como um assunto restrito às equipes técnicas, ligado a firewalls, backups e políticas internas de acesso. Essa percepção mudou de forma acelerada.
Hoje, o consumidor final avalia ativamente se uma empresa protege suas informações antes mesmo de considerar preço ou qualidade do serviço. Isso empurra a segurança da informação para dentro da estratégia comercial, não apenas da infraestrutura de TI.
Para gerentes de TI e CISOs, isso significa que investimentos em proteção de dados pessoais passam a ter retorno direto em receita, e não apenas em redução de risco. soluções de cibersegurança para empresas
2. O que os números da TransUnion revelam sobre o consumidor brasileiro
Os dados divulgados pela TransUnion trazem um retrato claro dessa mudança de comportamento e merecem atenção de qualquer empresa que dependa de canais digitais.
- 52% dos brasileiros apontam a proteção de suas informações como principal critério na escolha de empresas para transações digitais.
- Esse índice supera fatores tradicionais como qualidade de produtos ou serviços e experiência digital.
- O Brasil está acima da média global, onde 49% dos consumidores também priorizam segurança de dados.
- A pesquisa ouviu 12.730 consumidores em 18 países e regiões, entre 20 de novembro e 9 de dezembro de 2025.
Segundo Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil, a proteção de dados deixou de ser um tema apenas técnico e passou a influenciar conversão, fidelização e reputação das empresas. TransUnion, 2026.
3. Por que a confiança digital impacta conversão, fidelização e reputação
A confiança do consumidor digital funciona como uma moeda invisível na jornada de compra. Quando o cliente percebe risco de vazamento ou fraude, a taxa de abandono em cadastros e checkouts aumenta de forma significativa.
O inverso também é verdadeiro. Empresas que comunicam claramente suas práticas de segurança da informação para empresas tendem a converter mais e reter clientes por mais tempo.
Impacto na aquisição de clientes
Consumidores mais informados pesquisam ativamente sobre práticas de proteção de dados pessoais antes de finalizar uma compra, especialmente em setores financeiro, de varejo e de saúde.
Impacto na reputação de marca
Um incidente de segurança não afeta apenas a operação técnica, mas a percepção pública da marca, com efeitos que podem durar anos após o evento.
4. O desafio de equilibrar segurança e experiência do cliente
Um dos maiores dilemas enfrentados por equipes de TI é implementar controles rigorosos de segurança sem tornar a experiência digital burocrática ou lenta.
Autenticação em múltiplas etapas, monitoramento de fraudes e criptografia de dados são essenciais, mas precisam ser projetados para não gerar atrito excessivo na jornada do usuário.
Esse equilíbrio exige tecnologia adequada e alinhamento com exigências regulatórias, como a LGPD e segurança de dados, que estabelece parâmetros claros para tratamento de informações pessoais no Brasil. LGPD e proteção de dados corporativos
5. Como parceiros de TI podem ajudar empresas a transformar segurança de dados em vantagem competitiva
Para revendas e integradores, o cenário atual abre uma oportunidade concreta de posicionamento. A segurança de dados pode deixar de ser apenas um item de checklist técnico e se tornar parte do discurso comercial dos clientes atendidos.
Isso envolve orientar empresas sobre prevenção a fraudes on-line, arquitetura de proteção de dados e comunicação transparente com o consumidor final sobre as medidas adotadas.
Parceiros que dominam esse discurso conseguem se posicionar como consultores estratégicos, e não apenas fornecedores de tecnologia. como escolher um parceiro de segurança da informação
Conclusão
O dado da TransUnion confirma uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro: segurança de dados não é mais coadjuvante na decisão de compra, é protagonista.
Empresas que ainda tratam esse tema apenas como obrigação técnica correm o risco de perder espaço para concorrentes que já entenderam a proteção de dados como diferencial comercial. Para parceiros de TI, essa é uma janela concreta de valor a ser explorada junto aos clientes.
Sua empresa já trata a segurança de dados como parte da estratégia comercial, ou ainda como uma exigência puramente técnica? Conte pra gente nos comentários.



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